Sem aqué não há axé. Existe uma diferença entre dinheiro e aqué. Quem cata de pajubá vai entender. Dinheiro é ferramenta. Aqué é mistério. E vocês amam roubar comprando ne. Vocês compram arte de bixa e não sabem nada de travesti. Galerias querem travas sem corpo de bixa.
Não há mal que possa derrubar um coração carregado de fé. A fé e o amor ao sagrado feminino de merda. Faz com que possamos respirar embaixo d'água. Nunca v viver é emergir no corpo. Nunca somos humanas.e antes de sermos sereias, somos água.
Lembrar daquilo que esqueci, enquanto subo e desço a Fonte Grande (Vitória/ES, BR). Criar um mapa das fontes da Fonte Grande. É uma experiência estética de imersão que inicia-se em julho de 2018. É uma promessa que fiz pro meu avô, que descobri ser uma aposta que ele fez em mim. Subir e descer semanalmente a Fonte Grande durante o tempo que me for necessário viver.
sábado, 30 de novembro de 2019
sábado, 2 de novembro de 2019
amada, o livro está em maosss e eh uma preciosidade
sempre sinto que câncer é a matrona da magia, por ser o primeiro movimento da água, a primeira água a brotar, e por ser a água a alma, câncer é como a força que introduz alma na matéria, vc é canceriana né?
Oi, Castiel, só hoje o livro chegou. Acho que os correios devem estar com algum problema. Muito obrigada! Comecei a ler e, sem perceber, quando vi, estava respirando no compasso da sua escrita-fluxo, na dimensão tempo dela. Respirar e comungar é cura sim. Integro uma coletiva feminina, a Rebellium Coletiva, e quero seu livro se espraie por aqui.
Oi, Castiel, só hoje o livro chegou. Acho que os correios devem estar com algum problema. Muito obrigada! Comecei a ler e, sem perceber, quando vi, estava respirando no compasso da sua escrita-fluxo, na dimensão tempo dela. Respirar e comungar é cura sim. Integro uma coletiva feminina, a Rebellium Coletiva, e quero seu livro se espraie por aqui.
Grande abraço
domingo, 1 de setembro de 2019
la do outro lado é o Morro da Piedade.
La em baixo é o Centro. Aqui já fui Gabriel. Hoje voltei e desci e subi e deitei e sentei. Sou Castiel agora. A boca da mata me falou pra continuar na mata. Me ensinou sobre coragem.... e eu fiquei em silencio e continuei ouvindo e respirando feito folha de pitanga. Sou Castiel, e antes fui o vento. Hoje sou mistério. amanha serei um segredo.
La em baixo é o Centro. Aqui já fui Gabriel. Hoje voltei e desci e subi e deitei e sentei. Sou Castiel agora. A boca da mata me falou pra continuar na mata. Me ensinou sobre coragem.... e eu fiquei em silencio e continuei ouvindo e respirando feito folha de pitanga. Sou Castiel, e antes fui o vento. Hoje sou mistério. amanha serei um segredo.
quarta-feira, 19 de junho de 2019
Nhel, vc ta arrasando dms com a sua exp.💓💓 ela ta lindaaaa dms, o quarto de cura é demais também!! A sua exposição junto com o quarto de cura é a coisa mais linda q eu já vi. Amo como vc pensa em cada coisinha e encaixa tudo perfeitamente bem! Seu trabalho têm me ajudado bastanteeeee, eu aprendi muita coisa e passei a ver algumas coisas com mais calma.. Obrigada por ser incrivel assim!! Obg por me mostrar q a cura, seja ela qual for, é linda e de coração! T amo pleta💜✊🏾
Larissa Brasileiro Silva
Larissa Brasileiro Silva
Orgulho do ontem , de hoje e do futuro brilhante que vc vem escrevendo na sua caminhada. Te amoooo 💝
São tantas experiências vividas , niver de Maxsuel de 01 ano , seu niver de 06 anos com larissa , niver de Bino que era obrigatório passar o glacê do bolo na cara dele pq eleee amava essa bagunça. Vc nasceu no inverno e lembro de todos nós na antiga casa da sua bisavó comemorando seu nascimento. Ninguém imaginava que naquele dia nascia um grande artista..
Fabiana Nobre
São tantas experiências vividas , niver de Maxsuel de 01 ano , seu niver de 06 anos com larissa , niver de Bino que era obrigatório passar o glacê do bolo na cara dele pq eleee amava essa bagunça. Vc nasceu no inverno e lembro de todos nós na antiga casa da sua bisavó comemorando seu nascimento. Ninguém imaginava que naquele dia nascia um grande artista..
Fabiana Nobre
Semana que vem faço aniversario, semana passada comemoramos a abertura de minha primeira exposição individual. E na sexta feira agora, faz 6 meses que meu avô Bininho morreu. E nessa sexta minha prima-irmã completa 21 anos. Quando nasci em 1996, ja era um inicio de inverno na Fonte Grande. Bininho nasceu de parteira, no alto do morro, e eu nasci da lua. Nasci de minha mãe Ingrid, de minhas avôs Julite e Éda, de minha tia Tati e da lua crescente. Nasci no hospital mas antes nasci nas matas do meu cacoblo. Eu nasci quando meu caboclo me lembrou do que tentei esquecer. E quando lembrei, ja não era mais Gabriel. Mas não deixei de ser. Quando nasci ontem, hoje eu acordei forte. Até o dia 26 de junho, parece que irei nascer todos os dias. E se nasci então antes morri. A morte é isso mesmo, um nascimento.


segunda-feira, 17 de junho de 2019
domingo, 16 de junho de 2019
Também fiquei muito feliz amiga de verdade, pra mim foi muito importante fazer parte disso tudo, ainda mais te conhecendo e sabendo que você é bem nojentinha né? Foi muito forte e emocionante pra mim, nunca vou esquecer real irmã, tudo que você faz por mim e pelas bixas tem um significado pra mim enorme e isso só me incentiva a querer avançar e ir atrás das minhas coisas. Te amo muchooo, e obrigada por me deixar fazer parte disso tudo que é o seu crescimento tanto pessoal quanto profissional, estamos juntas caraí e daqui pra frente só estaremos melhor e melhor
E agora o trauma eh deles nehhh??? Então viva a putaria!!!!
Mateus Sampaio Dora
E agora o trauma eh deles nehhh??? Então viva a putaria!!!!
Mateus Sampaio Dora
quinta-feira, 13 de junho de 2019
disponha, meu bem! vô voltar lá pra conseguir resgistrar outros detalhezinhos. quero explorar muito mais os seus escritos.
reforçando novamente, pois nunca é o bastante: toda a sua trajetória e a forma como você tem capturado e manifestado suas próprias experiências é genial, singular e visceral.
parabéns
por estar vivo, por estar pulsante em sua arte e por manipular seus traumas e dores de maneira tão compromissada com a sua ancestralidade e identidade.
espero que a vida lhe reserve momentos muito gostosos, e que a sua sensibilidade e genialidade atravesse todos estes. tanto os seus, como os nossos.
seu trabalho é muito importante. e é mais importante ainda que você esteja certo disso, pois eu sei o quão difícil é construir algo tão pioneiro sendo quem tu é e onde tu é.
apenas continue transgredindo.
que exu continue lhe protegendo.
Sthefanny Lorrane
reforçando novamente, pois nunca é o bastante: toda a sua trajetória e a forma como você tem capturado e manifestado suas próprias experiências é genial, singular e visceral.
parabéns
por estar vivo, por estar pulsante em sua arte e por manipular seus traumas e dores de maneira tão compromissada com a sua ancestralidade e identidade.
espero que a vida lhe reserve momentos muito gostosos, e que a sua sensibilidade e genialidade atravesse todos estes. tanto os seus, como os nossos.
seu trabalho é muito importante. e é mais importante ainda que você esteja certo disso, pois eu sei o quão difícil é construir algo tão pioneiro sendo quem tu é e onde tu é.
apenas continue transgredindo.
que exu continue lhe protegendo.
Sthefanny Lorrane
disponha, meu bem! vô voltar lá pra conseguir resgistrar outros detalhezinhos. quero explorar muito mais os seus escritos.
reforçando novamente, pois nunca é o bastante: toda a sua trajetória e a forma como você tem capturado e manifestado suas próprias experiências é genial, singular e visceral.
parabéns
por estar vivo, por estar pulsante em sua arte e por manipular seus traumas e dores de maneira tão compromissada com a sua ancestralidade e identidade.
espero que a vida lhe reserve momentos muito gostosos, e que a sua sensibilidade e genialidade atravesse todos estes. tanto os seus, como os nossos.
seu trabalho é muito importante. e é mais importante ainda que você esteja certo disso, pois eu sei o quão difícil é construir algo tão pioneiro sendo quem tu é e onde tu é.
apenas continue transgredindo.
que exu continue lhe protegendo.
quarta-feira, 22 de maio de 2019
Tempo de cura é um tempo não-ocidental. E esse tempo é composto em coletividade e experienciado de modo singular. Tempo é história, e a história se faz em gestos, e gestos produzem histórias.
Quais tempos há em nossos gestos?
Quais gestos produz cura?
Como o corpo produziu para si um tempo de cura?
Tempo é movimentação. Oriki. É movimento. E se tudo esta em udo, o que há no corpo que o possibilita a cura?
A cura é uma capacidade de manipular energia vital. Ou seja, vida. Ou seja, tempo. O que há no corpo de cura são vidas e temporalidades sendo manipuladas, equilibradas. A cura é uma produção de memórias, histórias.
Meu corpo é negro e bixa. Racializado e não-cisgenero. Tenho um caboclo que nos escolhemos antes de eu reencarnar.
A minha cura é um equilíbrio do meu tempo com o dele ( caboclo), que produz um tempo comum. O equilíbrio de nossas temporalidades produz um tempo como que é o tempo de cura.
O tempo de cura.
Não há possibilidade de cura, se não houver um respeito mutuo dessas vidas que compõe essa relação.
Caboclo tem um tempo espiritual, eu tenho um tempo carnal, marcado pela ocidentalidade.
O tempo de cura é um equilíbrio de temporalidades.
Não há porque o caboclo se incomodar com a minha sexualidade pois o caboclo é uma vida que esta num tempo que a sexualidade é compreendida de um modo que não é ocidental. A travestilidade e a bixalidade, e o racismo, não são experiencias que acontecem no mundo espiritual.
Para o avanço espirital acontecer, caboclos precisam nos ensinar que a vida é maior que nossas identidades. E para descolonizarmos, precisamos aprender o tempo que a macumba quer nos ensinar. Que é um tempo do corpo. E não da identidade. Essa é uma relação cosmogônica. É uma feitura de mundo. Qual mundo?
Quais tempos há em nossos gestos?
Quais gestos produz cura?
Como o corpo produziu para si um tempo de cura?
Tempo é movimentação. Oriki. É movimento. E se tudo esta em udo, o que há no corpo que o possibilita a cura?
A cura é uma capacidade de manipular energia vital. Ou seja, vida. Ou seja, tempo. O que há no corpo de cura são vidas e temporalidades sendo manipuladas, equilibradas. A cura é uma produção de memórias, histórias.
Meu corpo é negro e bixa. Racializado e não-cisgenero. Tenho um caboclo que nos escolhemos antes de eu reencarnar.
A minha cura é um equilíbrio do meu tempo com o dele ( caboclo), que produz um tempo comum. O equilíbrio de nossas temporalidades produz um tempo como que é o tempo de cura.
O tempo de cura.
Não há possibilidade de cura, se não houver um respeito mutuo dessas vidas que compõe essa relação.
Caboclo tem um tempo espiritual, eu tenho um tempo carnal, marcado pela ocidentalidade.
O tempo de cura é um equilíbrio de temporalidades.
Não há porque o caboclo se incomodar com a minha sexualidade pois o caboclo é uma vida que esta num tempo que a sexualidade é compreendida de um modo que não é ocidental. A travestilidade e a bixalidade, e o racismo, não são experiencias que acontecem no mundo espiritual.
Para o avanço espirital acontecer, caboclos precisam nos ensinar que a vida é maior que nossas identidades. E para descolonizarmos, precisamos aprender o tempo que a macumba quer nos ensinar. Que é um tempo do corpo. E não da identidade. Essa é uma relação cosmogônica. É uma feitura de mundo. Qual mundo?
domingo, 19 de maio de 2019
ação "Descubra seu futuro", 2019: conversamos sobre nossos passados, enquanto olhamos antigos albuns de fotos de minha família. -
-
minha avó Julite foi nesse dia. Ela que criou esse acervo de fotografias analógicas. Pelos menos 50 anos de registros. Quando vejo as fotos, consigo presentificar um futuro de liberdade. Estou criando meu album de fotos agora. Descobri meu futuro tem sido lembrar meu passado. Quando lembro como voltar, consigo avançar. Se fui, voltei. Se voltei, nunca deixei de esta aqui.
-
minha avó Julite foi nesse dia. Ela que criou esse acervo de fotografias analógicas. Pelos menos 50 anos de registros. Quando vejo as fotos, consigo presentificar um futuro de liberdade. Estou criando meu album de fotos agora. Descobri meu futuro tem sido lembrar meu passado. Quando lembro como voltar, consigo avançar. Se fui, voltei. Se voltei, nunca deixei de esta aqui.
Casa de Renato Santos. Durante o Quintal Bantu.
domingo, 12 de maio de 2019
QUINTAL BANTU
Um acontecimento em reivindicação dos 484 anos de cultura bantu no Espirito Santo.
Estamos propondo uma celebração às vidas negras. Estamos criando um diálogo num tempo de cura. Convidamos você a viver um conjunto de experiências estéticas, que são culinárias e musicais. Numa tarde de domingo, iremos nos encontrar no morro da Fonte Grande. E juntes, vamos construir estratégias de sobrevivência.
Pedimos que tragam carne ou legumesArtistas propositores: Castiel Vitorino Brasileiro, Natan Dias, Rafael Segatto.
Data 19 de maio, das 13h às 18h
Local: Casa de Renato Santos, Morro da Fonte Grande
segunda-feira, 29 de abril de 2019
É coisa de familia. é de familia. sou dessa familia. minha avó julite enche o banheiro de plantas artificais. Antes eu não gostava e hoje eu amo. Ou antes eu não gostava quanto gosto hoje. E ontem eu fui na casa de Delma e vi que ela faz a mesma coisa. Gostei . É de família ne. Tia Maria, mão de Delma foi irmã do meu avô Binhinho que é marido do minha avó Julite, o tio da minha avó era marido de Tia Maria. Chega uma hora que sei la. Minha Tia Maria morreu 3 meses depois do meu avô. Ontem visitei o banheiro de sua casa. É coisa de família. Olhei essas fotos, pensei apenas isso: é coisa de família. Família Brasileiro.
ontem eu não havia mais Fonte Grande e Piedade. Na festa de Ogum, entendi que os dois bairros são duas faces da mesma espada. O como uso dessa espada para cortar? Assim é para agradecer. A espada precisa. Eu preciso produzir algo na espada que deixa minha mão firme. A espada de São Jorge é de crueldade e Cura. Foi Sandra que me disse isso. Me disse e fiquei.... perdida. Perdida. Aglutinei a informação, não consegui dizer nada. Eu sorrir e arregalei os olhos. Ela me disse aquilo que venho repetindo todos os dias pra mim mesma. A espada de Ogum é de crueldade e Cura. Ouvi isso de outra pessoa me deixou... Não sei como. É um desejo de se arrepiar. Ou, direcionar meu arrepio. Não é controlar, e sim direcionar.
domingo, 28 de abril de 2019
Assinar:
Postagens (Atom)







