quinta-feira, 21 de março de 2019


Somagrama  dessa última semana. Fim do verão e inicio do outono. Eu vivi um esgotamento, e consegui compreender o tempo do descarrego. Minha tia Maria de 88 anos faleceu, numa data próxima daquela que se completam 3 meses do falecimento daquele preto velho que criou. Meu avô Bininho. Seu irmão mais novo. E eu tenho 22 anos. E eu estava assim esses dias, como esses desenhos! 

quinta-feira, 7 de março de 2019

Sagrado feminino de merda. Meu sagrado é de merda porque meus testículos são femininos? Meu feminino é de merda porque meu sagrado é retinto avermelhado? Ser feminina é uma merda, mas se dizem que não sou feminina porque continuo uma merda? Sou negra e me chamam de negro. Pela la, não existe ingenuidade entre nós. No momento da violência, todos sabem que sou bixa ou travesti. Então porque me chamam de negro? É uma hipocrisia que não me pertence. Porque há uma projeção. Me reconhecem como merda e me classificam numa cisgeneridade que vocês reconhecem não existir em mim no momento que me chamam de merda. Se sou uma merda então sou feminina e sagrada.

sábado, 2 de março de 2019

o trauma é brasileiro e a cura é Banto. e é pacífico la em baixo. não preciso falar ou rezar. foi porque eu mergulhei, e vi que é bem escura minha existência. é densa. sou negra, tenho varias cores, todas elas escuras. densas. meu trauma é brasileiro, pois foi brasileiro o nome escolhido por um alemão que batizou meu bisavô assim. brasileiro. inaugurou um novo trauma colonial na historia da minha família. e meu corpo, o que inaugura? e meu corpo negro, testiculado e feminino, o que inaugura nesta família brasileiro que é vitorino, loureiro e teixeira? 
não inaugurou a cura. atualizo um modo de cura que possibilitou minha existência. 
hoje o nomeio de clinica da efemeridade. e continuo sendo chamada de macumbeira, como minha tia nega foi, e era. somo duas macumbeiras. ou seja, despachamos a colonialidade que existe em nós sempre que incorporamos aquelas vidas que nos ensinam que a vida é água.  a vida é mutável, é diferença, é perecível. e a morta é inauguração de um outro modo de viver. quero viver continuando manipular a vitalidade que nos conecta. artista é medica. mediu é artista. psicóloga o que deve ser?sensível, corajosa e não preguiçoso. comprometida com o descarrego dos gestos ensinados pelas ficções racistas.


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Sagrado feminino de merda. 

Feito la em cima no Campo, subindo a estrada de terra que passa pra chegar nas torres.


Gastrite. 


Feito la em cima no Campo, subindo a estrada de terra que passa pra chegar nas torres.








quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

-espiritualidade é pouco para dizer sobre essa complexidade

-o medo tem sido uma experiência recorrente no inicio dos meus processos de promoção de saúde. Tenho medo de expandi. Medo de não consegui expandi. Medo de explodir com toda a potência. Ao mesmo tempo desejo entrar. E tenho coragem.

-A ansiedade surge quando estramos no tempo da ocidentalidade. Quando nos permitimos sermos reféns da colonialidade.

-A  responsabilidade de meu desconforto é do outro que me violenta.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019



Experiência instalativa "Quarto de Cura" no Morro da Fonte Grande, Vitória/Espirito Santo - Brasil. 2018.
6 m2
Técnica: fotografias digitais, desenho feito com tinta de tecido, tecido, costura, silicone, impressão 8,5x16cm, tambores, casacapotes de vidro e plástico, água, pedras, conchas, incensos, velas, defumador, esteira de palha, mesa e prateleira de madeira, xarope, garrafadas, pomadas, chá, sabonetes, venenos, sisal, plantas: alecrim, malva, hibisco, canela-de-velho, camomila, calêndula, espada-de-Ogum, espada-de-Iansã, aroeira, alfazema, boldo.
Instalação realizada dentro da casa de Renato Santos, no Morro da Fonte grande. Experiência realizada 15/12/2018 à 11/01/2019

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

sábado, 5 de janeiro de 2019

Experiência instalativa "Quarto de Cura" no Morro da Fonte Grande, Vitória/Espirito Santo - Brasil. 2018. 6 m2
Técnica: fotografias digitais, desenho feito com tinta de tecido, tecido, costura, silicone, impressão 8,5x16cm, tambores, casacapotes de vidro e plástico, água, pedras, conchas, incensos, velas, defumador, esteira de palha, mesa e prateleira de madeira, xarope, garrafadas, pomadas, chá, sabonetes, venenos, sisal, plantas: alecrim, malva, hibisco, canela-de-velho, camomila, calêndula, espada-de-Ogum, espada-de-Iansã, aroeira, alfazema, boldo.
Instalação realizada dentro da casa de Renato Santos, no Morro da Fonte grande. Experiência realizada 15/12/2018 à 11/01/2019











domingo, 16 de dezembro de 2018

hoje Yasmin conheceu Dona Doquinha. Fomos na casa dela e levamos plantas de conforto. Alecrim  rosa branca.